Vamos pedalar? – Por Luiz Gustavo Boos Barth

A história afirma que em uma carta ao filho, Einstein escreveu que viver é como andar de bicicleta, pois para manter-se em equilíbrio deve-se estar em movimento. Mas cabe aqui provar o inverso: andar de bicicleta é como viver.

É um engano afirmar que pedalar é apenas um esporte. Pedalar é a primeira superação da criança. A experiência de se manter na bicicleta sem rodinhas é um evento que marca a infância de quem aprende a pedalar.

Pedalar é bom para todos: para os apressados, corta caminhos; para os radicais, é a adrenalina; para os nerds é como jogar um Xbox com sensores; para o ”fitness” é academia; para os ambientalistas é a possibilidade de poluir menos; para os estressados, um calmante; para os obesos, uma forma de perder peso e para os sedentários é a oportunidade de encontrar satisfação em uma atividade física.

Os grupos de ciclistas têm como objetivo divulgar os benefícios da bicicleta seja como meio de transporte, turismo, esporte e ou lazer organizado. Além de propiciar amizades saudáveis, traz benefícios à saúde e é uma oportunidade de sair do ambiente virtual, prestigiar o mundo real e ter mais saúde.

Em todas as perspectivas há semelhanças entre andar de bicicleta e viver. Os tombos, as curvas, as pedras que fazem um ciclista se desequilibrar, fazem na vida, também muitos caírem, pois a vida não é um asfalto plano e reto, ao contrário, tem também muitos desafios.

A vida de fé, principalmente é muito vulnerável a quedas. Muitas vezes, o esforço de subir exige um preparo que as pernas não dão conta e a vontade de desistir fala alto, mas em Deus, se consegue a força necessária para superar o que gera desequilíbrio e Nele também se consegue a mão estendida que ajuda a levantar.

Então, nesta comparação percebe-se que, os princípios são a direção; a Soberania de Deus o caminho correto; o Autogoverno representa a superação; o Caráter lembra os desafios, a Individualidade é a força nos pedais e o ritmo de cada um e o Semear e Colher é a conquista de uma vida plena.

 

Luiz Gustavo Boos Barth, aluno no 9° ano.