A Importância da Imperfeição – Por Laura Sirtoli Benkendorf

As imperfeições não devem ser vistas como fardos ou como motivos de vergonha e desmotivação, mas sim como oportunidades de aprendizagem e amadurecimento.

Segundo o dicionário Webster 1828, imperfeição pode ser definida como: ”Defeito; Condição inerente a todos os seres humanos tanto no caráter como na conduta”. Se cometer erros é uma característica natural do ser humano, então porque tanto se almeja a perfeição?

Isso ocorre pois a cada vez mais a sociedade e a mídia impõem padrões e expectativas de perfeição. Algo inalcançável e utópico que tem como consequência a frustração e a autodepreciação das pessoas no geral. Todo esse cenário torna a população muito autocrítica, o que acarreta problemas como a depressão e a ansiedade, presentes em 4.4 por cento dos habitantes do mundo, segundo o G1.

A autocrítica ocorre em virtude de que muitas pessoas não conseguem lidar com suas limitações. Acham que não são capazes e que não se esforçam o suficiente para cumprir seus objetivos. A dedicação é sim necessária e positiva, porém existem episódios na vida nos quais nem todo esforço possível será suficiente.

São nestas horas, que saber lidar com os próprios erros é importante. Entender, que existem situações incontroláveis, e que nem sempre será possível suprir todas as expectativas e se enquadrar em todos os padrões.

Alguém que não sabe lidar com suas próprias imperfeições vive com medo de não agradar ou não ser o suficiente. A pessoa deixa de ser ela mesma e carrega um peso que não a pertence. É impossível viver plenamente com este tipo de pensamento pois, como disse o ex-presidente dos EUA, Theodore Roosevelt: ”O único homem que nunca comete erros é aquele que nunca faz coisa alguma”.

O papel do ser humano não é o de perfeição. O único ser com esta capacidade é Deus, e assim, o ato de assumir os próprios erros reconhece sua soberania. Deus é amor e isso é o suficiente. Pois na Bíblia está escrito que o amor anula uma multidão de pecados. Graças ao sacrifício feito na cruz, a humanidade é livre de qualquer julgamento e seu único papel é praticar deste amor.

Portanto, a imperfeição é natural a todas as pessoas do mundo. E não deve ser vista como um fardo, e sim como uma oportunidade de amadurecer, de aprender e de reconhecer o amor de Deus.

Laura Sirtoli Benkendorf, aluna do 2° ano do Ensino Médio.